segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Quando Psiqué sai a passear

Meu tempo é meu farol
e meu amor,
meu guia.
Então vou navegando,
adentrando nesse mar,
sendo o motriz das ondas;

Sob o Sol que já está indo
e me deixando,
e me deixando,
e me deixando...

Hei de reconhecer
que solidão não cura com aspirina.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Do que não é

Se eu pudesse evitar catástrofes
eu andaria com régua e compasso
calculando os riscos irreparáveis.
Já que sou personagem
que não sai do papel,
são eles - os riscos -
que me medem e me decidem:
a ditadura das letras.
É um verniz fosco,
um par de asas fossilizadas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Orelha

Juntara algumas dúzias de palavras
e abarrotou uma gaveta.
E lá era um cárcere,
um hospital repleto de aleijados
e, ao mesmo tempo,
seu sonho em anil.

É como se fosse aquele cidadão
que atravessa a rua
e desconhece a existência
da bala predestinada:

as palavras e o poeta.

sábado, 15 de agosto de 2009

1° dia de primavera

Disseram-me que,
quando se ama,
percebe-se que a estilística
é como uma borboleta:
antes lagarta num casulo.
E eu apavorada
achando que isso fosse um absurdo,
regressão numa evolução constante de gritos sociais,
bobagem pura.
Ao mesmo tempo em que eu divagava,
eu não amava,
logo meus versos continuavam ácidos,
achando que corroíam meu coração.
Eu não digo que fui atacada por sentimento avassalador:
para cada sim, existe um não.
É diferente, é uma disritmia intempestiva
que faz com que poeta e poesia confundam-se.
Não é lâmina afiada,
não é paixão desenfreada,
só pode ser amor.
E, para minha surpresa,
coexiste com a sensatez!
É qual renda delicada
rodeada por violetinhas lilases.
E também é consciência
de toda uma vida
e toda outra vida;

agora um só viver.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Cordelzinho

Sabe aquela chiadeira
no peito do lavrador?

[...]

Leia o resto aqui -> Clique aqui e leia a continuação